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  • FEJA JUDITH AMÉLIA

Evangelho Segundo oEspiritismoCapítulo XIV

Atualizado: há 32 minutos

Honrai a vosso Pai e a vossa Mãe Piedade Filial

Itens 1,2 e 3


1. Conheceis os mandamentos: não cometereis homicídio, não cometereis adultério, não roubareis, não levantareis falso testemunho, não prejudicareis a ninguém, honrai a vosso pai e a vossa mãe. (São Marcos, 10:19; São Lucas, 18:20; São Mateus, 19:19). 2. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de que vossos dias se prolonguem na terra que o Senhor vosso Deus vos dará. (Êxodo, 20:12). a alma. A piedade, uma piedade bem sentida, é amor; amor é devotamento; devotamento é esquecimento de si mesmo e este esquecimento, esta abnegação em favor dos infelizes são virtudes por excelência que o divino Messias praticou durante toda sua vida e que ensinou em sua doutrina tão santa e tão sublime. Quando esta doutrina for restabelecida em sua pureza primitiva e for aceita por 3. O mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é uma consequência da lei geral de caridade e amor ao próximo, pois não se pode amar seu próximo sem amar seu pai e sua mãe. * * Os pais, o mais próximo dos mais próximos de nós, a quem devemos a honra do amor e o dever de amar. Sem o devotamento, propriedade do amor cristão, descentralizado do ego, e consequente respeito a nossos pais, não teremos interiorizado os ensinamentos mais essenciais do Espiritismo cristão, que traduz amor por gestos de atenção, cuidado, zelo, dobrados. Amor em dobro, tal a súplica de Eliseu a Deus! No entanto, a palavra honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Deus quis mostrar com isso que ao amor é necessário acrescentar o respeito, a consideração, a submissão e a condescendência, o que implica na obrigação de cumprir em relação a eles, e de uma maneira mais rigorosa ainda, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que fazem o papel de pai e mãe, as quais possuem ainda mais mérito, visto que sua dedicação é menos obrigatória. Deus pune sempre de forma rigorosa toda violação desse mandamento. Honrar seu pai e sua mãe não é somente respeitá-los, é também assisti-los nas necessidades; é darlhes repouso em seus dias de velhice; é rodeá-los de atenção como nos fizeram em nossa infância. É, sobretudo, em relação aos pais sem recursos que a verdadeira piedade filial se revela. * * Os pais sem recursos e as ordenações do amor desinteressado. A Teologia Espírita reconceitua os deveres íntimos da consciência grata à existência levando-a ao entendimento do quão significativo é esta dívida de gratidão para com aqueles que nos emprestaram suas vidas, para que pudéssemos ter as nossas vidas. Satisfazem esse mandamento os filhos que acreditam estar fazendo um grande esforço, dando aos pais o estritamente necessário, para não morrerem de fome, enquanto eles de nada se privam? Deixandoos nos aposentos mais ínfimos da casa, para não os deixar na rua, enquanto que eles se reservam o que há de melhor e mais confortável? Felizes ainda quando não o fazem com má vontade e não os obrigam a pagar o tempo que lhes resta viver com o trabalho de limpeza e arrumação da casa. É então correto, pais velhos e fracos servirem a filhos jovens e fortes? Teria sua mãe, por acaso, vendido seu leite quando eles ainda estavam no berço? Teria, por acaso, contado as noites em claro quando eles estavam doentes; os passos que deram para lhes encontrar o que necessitavam? Não, não é só o estritamente necessário que os filhos devem a seus pais pobres, mas, sim, e tanto quanto puderem, as pequenas delicadezas do supérfluo, as atenções carinhosas, os cuidados minuciosos, que não são senão os juros de tudo aquilo que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Esta é a única piedade filial aceita por Deus. Infeliz daquele que esquece o que deve aos que o sustentaram em sua fraqueza, que com a vida material deram-lhe a vida moral, que muitas vezes se impuseram duras privações para assegurar seu bem-estar. Infeliz do ingrato, pois ele será punido com a ingratidão e o abandono; será atingido em suas mais caras afeições, por vezes nesta vida, mas certamente em outra existência, quando sofrerá o que fez os outros sofrerem. Certos pais, é bem verdade, descuidam de seus deveres e não foram para seus filhos o que deviam ser. No entanto, cabe a Deus puni-los e não a seus filhos; não cabe a estes condená-los, porque, talvez, hajam merecido que aqueles assim o fossem. Se a lei da caridade ordena pagar o mal com o bem, ser indulgente com as imperfeições dos outros, não maldizer seu próximo, esquecer e perdoar os erros, amar mesmo os inimigos, quanto maior não são essas obrigações com os pais! Os filhos devem, portanto, tomar como regra de conduta com os pais, todos os ensinamentos de Jesus concernentes ao próximo e se conscientizarem que todo procedimento culpável em relação a estranhos é ainda mais grave em relação aos mais próximos, e aquilo que pode ser somente uma falta no primeiro caso, pode se tornar um crime no segundo, pois a falta de caridade é agravada pela ingratidão. * * Eis a moral cristã a indicar o caminho da paz; a paz deixada pelo Cristo como herança e com a qual os espíritos podem adquirir os campos da vida eterna ou o direito de habitar mundos mais sutis, mundos onde os Espíritos puros já vivem a felicidade almejada e inalcançável no momento expiatório terreno. A Doutrina Espírita, nesta passagem, demonstra que Jesus tinha o dom de falar para ser compreendido. Orava na língua de cada ser, no seu nível de compreensão.



“O DETERMINISMO DO AMOR E DO BEM É A LEI DE TODO O UNIVERSO E A ALMA HUMANA EMERGE DE TODAS AS CATÁSTROFES EM BUSCA DE UMA VIDA MELHOR”.
(Emmanuel – A CAMINHO DA LUZ)
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