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  • FEJA JUDITH AMÉLIA

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo VII

Bem Aventurados os Pobres de Espírito Itens 1 e 2




O Que é Preciso Entender por Pobres de Espírito

1. Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus. (São Mateus, 5:3). 2. A incredulidade escarneceu desta máxima Bem aventurados os pobres de espírito, como de muitas outras coisas, sem as compreender. Por pobres de espírito, Jesus não quer dizer homens falhos de inteligência, mas os humildes: Ele diz que o reino de Deus é reservado para estes e não para os orgulhosos. Os cientistas e os intelectuais da Terra têm geralmente uma opinião tão alta de si mesmos e de sua superioridade, que olham as coisas divinas como indignas de sua atenção. Seus olhos concentrados em si próprios não podem se elevar até Deus. Esta tendência de se crerem superiores a tudo os faz negar com frequência o que, estando acima deles, poderia rebaixá-los, a negar mesmo a Divindade; ou, se consentem em admiti-la, contestam um de seus mais belos atributos: sua ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos que eles somente poderiam governá-lo. * * Teologicamente, é colocado um divisor de águas entre os falsos e os verdadeiros fiéis a Cristo. Uma verdade é acionada com poder iluminativo sobre as trevas da ignorância quanto às realidades das coisas espirituais. Um alerta é deixado pelos Espíritos quanto à soberba humana que termina por negar a ação providencial divina em todas as coisas. Estamos diante da verdade eterna de um campo de amor que está em toda parte, onipresente, que age com sabedoria, onisciente, e que, afinal, tem poder de transmutar e criar, onipotente, providenciando a vida quando não mais a cremos ou a vemos, a vida além. Tomando sua inteligência por medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo entender, não podem acreditar na possibilidade de não entenderem alguma coisa. Em seu julgamento não admitem apelação. Se se recusam a admitir o mundo invisível e um poder extra humano, não é porque esteja acima de seu alcance, mas porque o orgulho faz com que se revoltem à ideia de uma coisa acima da qual não podem se colocar e que os fariam descer de seus pedestais. É por isso que mostram sempre um sorriso desdenhoso a tudo que não é do mundo visível e tangível. Eles se atribuem ciência e saber em tão grande quantidade que não podem crer em coisas, segundo eles, boas apenas para as pessoas simples, tomando as pessoas que levam estas coisas a sério por pobres de espírito. * *Estamos diante de um paradigma essencial pois com ele adquirimos a sabedoria que sabe distinguir a verdade da impostura, o verdadeiro divino do falso divino. Ao falar que o Reino de Deus pertence aos simples, Jesus fazia referência aos que possuem simplicidade de coração e humildade de Espírito, pois os vícios, contrários a essas virtudes, como o orgulho e a insubmissão, levam o Espírito à revolta contra Deus. Entretanto, o que quer que digam, terão que entrar, como os outros, neste mundo invisível que escarnecem. É lá, então, que seus olhos serão abertos e reconhecerão seu erro. Mas Deus, que é justo, não recebe da mesma forma os que desprezaram seu poder e os que humildemente se submeteram às suas leis, nem os trata em pé de igualdade. Ao falar que o reino de Deus pertence aos simples, Jesus quis dizer que ninguém será recebido se não tiver a simplicidade do coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que crê mais em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias Ele coloca a humildade no rol das virtudes que nos aproximam de Deus e o orgulho como estando entre os vícios que nos distanciam d’Ele. * * As virtudes nos aproximam de Deus, os vícios nos separam d’Ele: este enunciado auxilia a compreender o chamado para a reforma íntima e para a permanência no cumprimento à máxima libertadora: Amai-vos e Instruí-vos! Ao desvendar a lógica orgulhosa e soberba de todos os que se afastam dos ensinos espirituais, esse texto esclarece as consciências quanto às consequências de um tal caminho. Isto se deve a uma razão muito natural: é que a humildade é um ato de submissão a Deus, enquanto que o orgulho é uma revolta contra Ele. É melhor, pois, para a felicidade futura do homem, ser pobre de espírito, no sentido em que é entendido neste mundo, e rico em qualidades morais.

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