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  • FEJA JUDITH AMÉLIA

O Evangelho Segundo oEspiritismoCapítulo VIII

Bem Aventurados os que Tem Puro o Coração

Item 1,2,3 e 4




Deixai Vir a Mim as Criancinhas

1. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. (São Mateus,5:8).

2. Então, trouxeram a Jesus algumas criancinhas para que as tocasse, mas como seus discípulos repelissem com palavras rudes aqueles que as apresentavam, Jesus, vendo isso, os repreendeu e lhes disse: Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, pois o reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo, em verdade, que todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará. E tendo-as abraçado, abençoou-as impondo-lhes as mãos. (São Marcos, 10:13-16).

3. A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda ideia de egoísmo e de orgulho. É por isso que Jesus tomou a infância como símbolo dessa pureza, do mesmo modo que a tomou para o da humildade. * * O símbolo da infância, Evangelho Segundo o Espiritismo 7, quando o Cristianismo exalta aos pobres de Espírito, é aqui recolocado na bemaventurança dos puros de coração. A criança é utilizada por Jesus para lembrar ao adulto que é preciso tornar à fé singela e comovente, que têm as crianças quando acreditam naquilo que se lhes diz. Nasce o paradigma da pureza espiritual segundo a Teologia Espírita. Esta comparação poderia não parecer justa, se se considerasse que o Espírito da criança pode ser muito antigo e trazer, ao renascer para a vida corporal, as imperfeições de que não tenha se livrado em suas existências precedentes. Somente um Espírito tendo atingido a perfeição poderia nos dar o tipo da verdadeira pureza. Mas ela é exata sob o ponto de vista da vida presente, pois a criancinha, não tendo ainda manifestado nenhuma tendência perversa, nos oferece a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não fala de uma maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas para aqueles que se lhe assemelham.

4. Tendo em vista que o Espírito da criança já viveu outras encarnações, por que não se mostra, desde o seu nascimento, como ele é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança tem necessidade de cuidados delicados que só a ternura maternal pode lhe dar, e esta ternura aumenta na medida da fragilidade e ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e isto é necessário para cativar sua atenção. Ela não poderia ter o mesmo devotamento caso encontrasse em seu filho, em vez de uma graça ingênua, um caráter viril e as idéias de um adulto, sob seus traços infantis, e ainda menos se tivesse conhecido o seu passado. * * O paradigma da pluralidade das existências explica, assim, a vida do Espírito na infância. A partir deste conhecimento sobre as etapas encarnatórias da alma já ingressa no mundo corpóreo, nasce uma psicologia da família, uma pedagogia que norteia a vida em família com novos signos. Os pais, cientes da realidade espiritual que acompanha seu filho têm, a partir da Teologia Espírita, novas direções e encaminhamentos no processo educativo. A criança apresenta uma história que vai além do ventre materno e das relações que seus pais apresentam. Também é resultado de um acordo anterior entre as partes envolvidas da família. Era necessário, aliás, que a atividade do princípio inteligente fosse proporcional à fragilidade do corpo, que não poderia resistir à uma atividade excessiva do Espírito, como se vê nos indivíduos demasiadamente precoces. É por isso que, desde a aproximação da encarnação, o Espírito, entrando em período de perturbação, perde pouco a pouco a consciência dele mesmo. Ele permanece, em dado período, em uma espécie de sono, durante o qual todas suas faculdades ficam em estado latente. Este estado transitório é necessário para dar ao Espírito um novo ponto de partida e fazê-lo esquecer, em sua nova existência terrestre, as coisas que pudessem tolhê-lo. Seu passado, no entanto, age sobre ele; o Espírito renasce para a vida maior, mais forte moral e intelectualmente, apoiado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida. A partir do nascimento, suas ideias retomam gradualmente sua força à medida que seus órgãos se desenvolvem; assim, pode-se dizer que, durante os primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, porque as ideias que formam a base de seu caráter são ainda atenuadas. Durante o tempo onde seus instintos estão adormecidos, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões que podem modificar sua natureza e fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais. O Espírito se reveste, portanto, de uma indumentária de inocência e Jesus tem razão quando, apesar da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade. * * Na Teologia Espírita o paradigma da pureza espiritual é visto segundo os dogmas da veste moral e sensível que revestem a alma. Há a falsa pureza, aquela dos atos exteriores; Jesus vem lançar a verdadeira pureza, aquela que mantém o interior do copo tão limpo quanto o exterior, ou, às vezes o copo aparece sujo por fora, mas está limpo por dentro, porque dá cumprimento à Lei de Amor que ordena socorrer, amparar, sempre, sem medidas.


“Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos desígnios da verdadeira fraternidade. Somente adestrando paciência e compreensão, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos a servir com vitória, no mar alto das grandes experiência.” (EMMANUEL – LIVRO: FONTE VIVA – 156 PARENTES –CHICO XAVIER)
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