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  • FEJA JUDITH AMÉLIA

O Evangelho Segundo oEspiritismoCapítulo XI

Amar ao Próximo como a si Mesmo Itens 1,2,3 e 4


O Maior Mandamento

1. Os fariseus, sabendo que Ele tinha calado a boca dos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, Lhe fez esta questão para tentá-lo: Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Jesus respondeu: Amareis vosso Senhor vosso Deus, de toda vossa alma e de todo vosso Espírito; é o maior e o primeiro mandamento. * * Na teologia Espírita este ato de afirmação teocêntrica (Deus no centro) registra o ato espírita de fé.

E eis o segundo que é semelhante àquele: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos.

(São Mateus, 22:34-40). 2. Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam; pois esta é a lei e os profetas.

(São Mateus, 7:12). Tratai os homens da mesma maneira que quereis que eles vos tratem. (São Lucas, 7:31). 3. O reino de Deus é comparável ao rei que quis pedir contas a seus servidores; e tendo começado a fazê-lo apresentarem-lhe um que lhe devia dois mil talentos. Mas como ele não tinha meios de lhe pagar, seu senhor lhe ordenou que vendesse sua mulher, seus filhos e tudo que tinha para liquidar sua dívida. O servidor, se jogando a seus pés, suplicou-lhe, dizendo: Senhor, tende um pouco de paciência, pois vos restituirei tudo. Então, o senhor deste servidor, tendo sido tocado de compaixão, deixou-o ir e perdoou-lhe a dívida. * * O ato de misericórdia, expresso nesta parábola para ensino, que Jesus utiliza para falar ao povo, registra a essência da Teologia Espírita. Toda comunicação espírita expressa este eixo de piedade e misericórdia, complacência e compreensão para com o próximo. Mas esse servidor, mal saindo encontrou-se com um de seus companheiros que lhe devia cem moedas. Agarrou-o pelo pescoço sufocando-o e dizia: Devolva-me o que me deves. E seu companheiro, jogando-se a seus pés, suplicou-lhe dizendo: Tem um pouco de paciência, pois te restituirei tudo o que devo. Mas ele não queria escutá-lo e se foi, fazendo com que o prendessem até que ele lhe restituísse tudo que devia. Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, ficaram extremamente aflitos e avisaram seu senhor sobre tudo o que tinha acontecido. Então o senhor, fazendo-o vir, disse-lhe: Servidor malvado, eu vos perdoei tudo o que me devia, porque me suplicastes; não deverias, então, ter tido piedade de vosso companheiro como tive de vós? E seu senhor, furioso, entregou-o aos carrascos até que ele pagasse tudo que devia. É assim que meu Pai que está no Céu vos tratará, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, do fundo do coração, as faltas que tiverem cometido contra vós. (São Mateus, 28:23-35).

4. Amar o próximo como a si mesmo; fazer aos outros o que quereríamos que nos fosse feito: é expressão da mais completa caridade, pois resume todos os deveres para com o próximo. Não pode existir um guia mais seguro sobre isto do que tomar como medida daquilo que fazemos aos outros ser o que desejamos para nós. Com que direito exigiríamos dos semelhantes melhor procedimento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que damos a eles? A prática destes ensinamentos tende a destruir o egoísmo. Quando os homens os adotarem como regra de conduta e para base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade e farão reinar entre eles a paz e a justiça. Não haverá mais ódios nem desavenças, mas união, concórdia e benevolência mútua. * * O perdão como dever fraterno em um mundo onde impera a mútua compreensão de uns para com os outros instaura uma via de unificação humana. Uma Teologia do Perdão, em resposta a uma filosofia do egoísmo e do individualismo bélico e conflitante, levanta-se a partir do Cristo. Essa Teologia plena de misericórdia chama o homem para um combate, sim, mas um combate espiritual – o bom combate, na expressão de São Paulo – para vencer as tendências separatistas que impedem a ação compreensiva e reconciliadora de uns para com os outros. Cada um de nós necessita do esquecimento das ofensas que praticamos, pois nos é de imenso prazer ter nossa dívida perdoada, esquecida. Assim, na mesma medida, devemos estender a prédica do perdão ao nosso próximo: ofertar esta experiência íntima de ser amado, compreendido, tolerado, àqueles que, por sua vez, nos devem.

Lançamos mão do conceito paulino de dívida e dizemos, enquanto espíritas, tenhamos uma só dívida uns para com os outros, a dívida de gratidão!

Eis o cerne da Teologia Espírita.


“ Não aguardes ocorrências favoráveis para te harmonizares com a felicidade, reconhecendo que todos temos o dever de criar a felicidade possível para os outros, na certeza de que o benefício que nos decidirmos a doar, em auxílio de qualquer companheiro do caminho, será sempre parcela importante na soma de nosso próprio bem.
” (Emmanuel- Nas Fileiras do Bem – Livro: Inspiração – Chico Xavier)
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