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  • FEJA JUDITH AMÉLIA

O Evangelho Segundo oEspiritismoCapítulo XXI

Haverá Falsos Cristos e Falsos Profetas Itens 1,2,3,4 e 5


Conhece-se a Árvore pelos Frutos



1. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; porque se conhece cada árvore por seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e nem se colhem cachos de uvas dos abrolhos. O homem de bem tira boas coisas do tesouro de seu coração, e o mau, do mau tesouro do seu coração; pois a boca fala aquilo do que está cheio o coração. (São Lucas, 6:43-45).
2. Guardai-vos dos falsos profetas que por fora se disfarçam de ovelhas e que por dentro são lobos ladrões. Vós os reconhecereis por seus frutos. Acaso pode-se colher uvas de espinheiros ou figos de abrolhos? Assim, toda árvore que é boa produz bons frutos e toda uma árvore má não pode produzir bons frutos. Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Vós a reconhecereis, pois, pelos seus frutos. (São Mateus, 7: 15-20).
* * Podem-se colher uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Com esta pergunta, Jesus golpeia a hipocrisia, as máscaras dos usurpadores de toda espécie. Distinguir os lobos vestidos de cordeiros torna-se uma ciência da alma. Em O Céu e O Inferno, onde o Mestre Rivail categoriza os Espíritos, encontramos auxílio na arte de separar a verdade da impostura ou, na linguagem explicitamente cristã, separar o fermento dos fariseus do fermento divino.
3. Tomai cuidado para que ninguém vos engane; pois muitos virão em meu nome, dizendo: “ Sou o Cristo”, e enganarão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que enganarão muitas pessoas; e a caridade em muitos esfriará, porque a iniqüidade se multiplicará. Mas será salvo aquele que perseverar até o fim. Então, se alguém vos disser: O Cristo está aqui, ou está ali, não acrediteis: pois levantar-se-ão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes prodígios e coisas espantosas, a ponto de enganar, se fosse possível, até mesmo os escolhidos. (São Mateus, 24: 4-5, 11-13, 23-24; São Marcos, 13: 5-6, 21-22).
Missão dos Profetas
4. Atribui-se, vulgarmente, aos profetas o dom de revelar o futuro, de forma que as palavras profecias e predições tornaram-se sinônimos. No sentido evangélico, a palavra profeta tem uma significação mais ampla: diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas secretas e os mistérios da vida espiritual.
* * O dom de revelar: profecia e predições e seus limites. Por isto a Doutrina Espírita define os profetas como seres missionários que elevam a humanidade a níveis superiores e sublimes de vida: no sentido evangélico, a palavra profeta aplica-se a todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e os elevarem aos mundos das virtudes celestiais. Um homem pode, então, ser profeta sem fazer predições; esta idéia era a dos judeus no tempo de Jesus; é por isso que, quando foi levado diante do sumo sacerdote Caifás, dos escribas e dos anciãos, estando eles reunidos, cuspiram-lhe no rosto, deram-lhe socos e bofetadas, dizendo: “Cristo, profetiza e dize quem foi que Te bateu”. Entretanto, aconteceu que certos profetas tiveram a presciência do futuro, seja por intuição, seja por revelação, a fim de prevenir os homens; tendo-se realizado os fatos preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da qualidade de profeta. Prodígios dos Falsos Profetas
5. “Levantar-se-ão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes prodígios e coisas espantosas, a ponto de seduzirem, se fosse possível, até mesmo os próprios escolhidos”. Essas palavras dão o verdadeiro sentido do termo prodígio. Na acepção teológica, os prodígios e os milagres são fenômenos excepcionais, fora das leis da Natureza. Sendo essas obras, obras de Deus, pode Ele, sem dúvida, alterá-las, se Lhe apraz, mas o simples bom senso diz que Ele não pode ter dado a seres inferiores e perversos um poder igual ao d’Ele, e menos ainda o direito de desfazer o que Ele tenha feito. Jesus não pode ter consagrado um tal princípio. Se, portanto, de acordo com o sentido que se dá a essas palavras, o Espírito do mal tem o poder de fazer prodígios tais, que os próprios eleitos serão enganados, resultaria que, podendo fazer o que Deus faz, os prodígios e os milagres não são privilégios exclusivos dos enviados de Deus, e nada provam, pois que nada distingue o milagre dos santos dos milagres do demônio. É preciso, portanto, procurar um sentido mais racional para aquelas palavras. Aos olhos dos menos esclarecidos, todo fenômeno cuja causa é desconhecida passa por sobrenatural e milagroso; a causa, uma vez esclarecida, o fenômeno, tão extraordinário quanto possa parecer, não é outra coisa senão a aplicação de uma lei da Natureza. É assim que o círculo dos fatos sobrenaturais se estreita, à medida que a ciência se amplia sobre ele. Desde todos os tempos, os homens exploraram, em proveito de suas ambições, de seus interesses e de seus domínios, certos conhecimentos que possuíam, para angariar o prestígio de um poder dito sobrenatural ou de uma pretensa missão divina.
* * O sentido de sedução através dos prodígios, o sobrenatural e o maravilhoso: a exploração e o poder, o uso dos dons para ampliar poder e domínio, o Espiritismo vem revelar a ciência contida no sobrenatural e maravilhoso. Como a Física, a Química, a Astronomia, o Espiritismo desvela as relações entre o mundo visível e o invisível, dando a eles um caráter natural. São esses os falsos cristos e os falsos profetas; a difusão do conhecimento acaba com sua reputação, e por isso seu número diminui, à medida que os homens evoluem. O fato de realizar o que para os olhos de alguns são prodígios, não é sinal, portanto, de uma missão divina, pois pode ser resultado do conhecimento que cada um pode adquirir, ou de faculdades orgânicas especiais, que os mais indignos podem possuir tão bem quanto os mais dignos. O verdadeiro profeta se reconhece por caracteres mais sérios e exclusivamente de ordem moral.
“Como a todos é dado apelar aos Espíritos bons, orar e querer o bem, muitas vezes basta impor as mãos sobre uma dor para a acalmar; é o que pode fazer qualquer pessoa, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus. ” (Allan Kardec – Revista Espírita – Setembro 1865)
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